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Autenticamente Nova York

Bushwick Open Studios: Os artistas de Nova York abrindo seus ateliês para o público October 05 2016

Mariagrazia De Luca

Durante a primeira semana de outubro milhares de artistas do Bushwich, bairro localizado no coração do Brooklyn, abrem excepcionalmente seus estúdios ao público, por causa do festival BOS, Bushwick Open Studios (1 e 2 de Outubro), organizado pela Associação de Artes do Bushwick

Para chegar em Bushwick, você deve pegar o trem L para 14th Street parando na Jefferson. 

Andando pelo Open Studios (o mapa pode ser baixado no site oficial do evento), você pode apreciar os belos murais nas paredes dos edifícios do bairro que hoje pode ser considerado um dos mais “alternativos” de Nova York.

 

É uma pena que a busca constante por "lucros" já esteja chegando aqui, e já podemos ver muitos cartazes cobrindo cada vez mais as obras de arte, a maioria de incrível qualidade, feitas por artistas independentes.

 

Entre as muitas exposições que eu recomendo que você faça uma visita a de treze artistas mexicanos, Se habla Arte Mexicano, da associação Méxtasis, na 476, Jefferson Street. Imigração, identidade, feminicídio, e "desaparecidos", esses são apenas algumas das questões abordadas pelos artistas.

Meu conselho: se perder nas ruas de Bushwich, que não são tão geométricas como as de Manhattan, entre e saia dos Studios, converse com os artistas, pergunte sobre sua arte (Estou muito animado para falar sobre isso), tome uma taça de vinho, ou coma pipoca, esses são alguns dos "mimos" que muitas vezes são oferecidos aos visitantes.

 

Cada artista de Bushwick (muitos dos quais são originários de Nova York, mas também de várias outras cidades dos EUA e do mundo) tem uma personalidade distinta, um estilo único, e utiliza materiais diferentes, originais e muitas vezes "incomuns".

 

Durante este fim de semana em Bushwick, tanto na rua como dentro do Open Studios, existem mundos surpreendentes para você descobrir e explorar... Uma aventura que você não pode perder! A sensação após a visita ao Bushwick Studios é de que você esta “drunk”, bêbado de arte e conhecimento.

 


As luzes de Nova York capturadas por Sonya Sklaroff June 21 2016

Por: Mariagrazia De Luca

deluca.marymary@gmail.com

No saguão do luxuoso hotel francês Sofitel, localizado entre a Times Square e a Grand Central Station, tenho um compromisso com a pintora Sonya Sklaroff, que terei a honra de entrevistar para vocês leitores do Minha Viagem a Nova York.

As paredes do hall do hotel já estão preparadas para receber seus quadros incríveis. Seu tema é por excelência a cidade de Nova York.

Os quadros de Sonya retratam Nova York, mas não a cidade que vemos nos cartões postais ou nas fotos que estamos acostumados a ver. Ela retrata especialmente os momentos fugazes de Nova York, uma cidade com tal velocidade, que às vezes é difícil perceber detalhes, como a luz rosa ao anoitecer no fundo das Water Towers, ou o brilho da neve em uma das muitas ruas do centro de Manhattan. Da mesma forma, os rostos fugazes dos pedestres atravessando uma rua ou avenida em um dos muitos dias de chuva da cidade, e Coney Island, com todos os seus jogos de luzes em seus brinquedos eletrônicos.

Quando uma jovem, vestida de forma muito elegante, vem até mim sorrindo e estende a mão, eu logo lotei, essa é Sonya Skalaroff, sem pensar muito, eu a agradeço, "Obrigado, suas pinturas realmente me tocaram!"

Caminhando pelo lobby do Sofitel, foi como se eu estivesse vendo Nova York pela primeira vez de novo, rodeado pelas paisagens nova-iorquinas de Sonya.

“Como você pode ver, eu pinto Nova York, mas a Nova York que eu amo é que a mais antiga uma que as pessoas tendem a não valorizar mais.” “Por exemplo, neste quadro, podemos ver o Empire State Building ao fundo, em segundo plano, você pode reconhecer todos os edifícios famosos, mas eles não os protagonistas da cidade". 

Os verdadeiros protagonistas nas fotos de Sonya são as luzes, cores, emoções e sentimentos. "Você pode ver uma mulher caminhando em direção ao oeste na Houston Street, com o vestido que se move pela brisa.”

Sonya também se mostra muito interessada no tempo. "Em minhas pinturas existem guarda-chuvas realmente molhados em dias de chuva. O clima interfere no humor, mas também nas cores, dependendo da hora do dia. Por exemplo, nesta pintura podemos ver as Water Towers contra um céu dourado de um final de tarde".

Sonya me convidou para acompanhá-la em uma “excursão” pelo hall do Sofitel, (que honra!) Ela será minha guia. Paramos na frente de uma pintura que descreve a festa de San Gennaro realizada todo mês de setembro na Little Italy.

"Você já esteve na festa de San Gennaro?" Sonya me perguntou: "É muito engraçado! Jogos, comidas deliciosas e enfeites maravilhosos". Quando perguntei como ela escolhia os temas de suas pinturas, Sonya confessou que “achava” um tema instantaneamente ao caminhar pelas ruas de Nova York. "Por exemplo, eu decidi retratar esse momento da festa de San Gennaro, em uma tarde do outono por causa das luzes: Esse é o momento em que as luzes avermelhadas das decorações começam a se juntar com a luz dourada do céu."

Sonya então acabou confessando o seu amor pela Itália. "Eu estudei em Roma por um ano e esse período foi fundamental na minha formação artística.” Durante a sua estada em Roma, Sonya andava acompanhada de um caderno de desenho e, assim, ia capturando e imortalizado a arquitetura, o céu, e as pessoas em cafés e nas praças da cidade. "Na Itália, eu descobri a luz dourada do fim de tarde, e ainda carrego isso sempre comigo, há 25 anos, desde a minha estadia em Roma, até hoje".

Indo de quadro em quadro, percebo como o céu é lindo! E como é difícil ver entre os arranha-céus de Nova York, que é a parte protagonista das fotos de Sonya.

"Eu amo as paisagens, mas também os momentos íntimos". Estamos nos aproximando de uma pintura que retrata uma loja de conserto de sapatos (shoes repair). "Este é o único retrato do interior de um local exposto no hall do Sofitel”. É o retrato de um sapateiro que tem sua loja perto da minha casa. Por dentro pensei It’s so New York! A Sapataria representada na pintura de Sonya está localizada em Soho, mas poderia estar em qualquer outro bairro de Nova York, especialmente no centro da cidade.

Então uma pintura me chamou a atenção, retratando a Coney Island. "Eu amo a Coney Island", disse Sonya com ênfase. “It’s so much fun!” "Coney Island é a quintessência da Nova York”.

Se eu tivesse que definir o estilo de Sonya com uma palavra, certamente, correndo o risco de simplificar demais, gostaria de usar a palavra "poética". "Eu gosto de jogar com cores e ser ousada! O céu não é apenas azul, também é vermelho ou laranja. De acordo com a cor do céu, tudo se altera, inclusive a cor dos edifícios”.

“Esse quadro indica uma pintura que mostra um dia de neve em qualquer rua da cidade de Nova York”, cujo tema pode ser qualquer canto da cidade, nada de extraordinário à primeira vista. Mas, ao mesmo tempo, é espetacular! Olhe para os detalhes da neve, as pegadas no passeio, as formas das janelas... Isso não é emocionante? “Para mim é, e é isso que eu quero transmitir através de minhas pinturas”.

Sonya define sua relação com Nova York como uma relação que começou há 25 anos. Sonya nasceu e foi criada na Filadélfia, mas cresceu passando quase todos os finais de semana em Nova York, visitando a sua avó. Assim que ele terminou seus estudos na Escola de Design de Rhode Island, "inevitavelmente", ela se mudou para Nova York. "Eu tinha 21 anos...”

Para a pergunta: "Qual é a Nova York, que você mais ama e qual você sente como se fosse a mais sua?" Sonya me respondeu sem hesitação. "Entre a 14th Street e Canal Street. Há 15 anos eu tenho meu estúdio no Soho, e quando eu preciso de inspiração... Saio de casa e dou um passeio ao redor do bairro. Soho tem uma identidade muito forte, não como Midtown e o centro com todos aqueles arranha-céus. Eu gosto da Nova York nostálgica".

A nostalgia confessa Sonya, é pelos pequenos detalhes. "Nos últimos 25 anos tem havido muitas mudanças. Mas os pequenos detalhes que desapareceram são os que mais me fazem falta. Por exemplo, lembrar o velho semáforo “DON’T WALK”? Este é um detalhe que me faz muita falta. Há muitos anos atrás ele foi substituído pelo homem iluminado".

"O que você aconselharia os nossos leitores do Minha Viagem a Nova York, que estão fazendo planos para visitar a cidade? Onde você os aconselhariam a ir?" Perguntei para Sonya.

"Primeiro, descarte os guias. Vá para os barber shops, shoes repair, pequenos restaurantes, em vez de procurar apenas os grandes night club da cidade. Compartilhe com as pessoas locais, converse com elas, essa é a melhor maneira de você ver a verdadeira Nova York. Olhe ao seu redor, veja o que tem acima de você... Repare na arquitetura e visite os museus. Alguns são fabulosos! Fora de Nova York também existem lugares incríveis. O meu favorito é o estado de Maine, onde eu tento ir todo verão para pintar. A paisagem selvagem das rochas e as casas antigas me dão um novo fôlego."

Além de pintura, Sonya dá alguns cursos na New School University. "Eu sempre digo aos meus alunos para nunca dizer não às experiências que surgem em suas vidas, claro sem exageros. Nova York é o lugar ideal para se tornar um artista “well rounded”, um artista e também uma pessoa em sua totalidade. Eu me sinto muito feliz por ser capaz de trabalhar com o que eu amo, e conseguir tocar aqueles que veem as minhas pinturas. E não só aqueles que amam Nova York..."

 

Sonya se despede de mim com um abraço e vai em direção a Grand Central. Eu vou para o outro lado, pegar o trem 1, que passa na Times Square. Vou observando a Nova York que Sonya pinta em seus quadros, que às vezes eu não vejo por causa dos meus muitos compromissos e pensamentos.

"Obrigado a Sonya, por me fazer ver a verdadeira Nova York."

 

As próximas exposições de Sonya:

Galerie Next, Toulouse (França), Novembro de 2016

Galerie Anagama, Versailles (França), Setembro de 2017

Air France First Class Lounge no aeroporto JFK (Nova York). Atualmente esta no aeroporto até Outubro de 2016.

 

Página web: http://www.sonyasklaroff.com

 

 

 


Bushwick, o bairro com maior quantidade de artistas no mundo que fica no coração do Brooklyn May 22 2016

Texto e foto de Luca Marfé

FacebookLuca Marfé Photography - Twitter: @marfeluca - Instagram@lucamarfe

 

Partiremos de um conceito muito simples: se você ama o grafite, você tem que conhecer Bushwick, imediatamente.

Na linha L da Union Square em direção ao Brooklyn, desça na Jefferson Street e comece a andar pelo universo hipster mais cool de Nova York.

Uma viagem dentro de uma viagem para todos os amantes da Big Apple.

Antes mesmo de saltar do metrô, comece a limpar a tela de seu telefone (ainda melhor se tiver função contínua), pois sua imagem pode ser cortada.

Entre na Wyckoff Avenue e ande em direção a Troutman Street e se perca entre as milhares de diferentes expressões artísticas que moradores e simples frequentadores têm dado a este bairro cada vez mais visitado.

No passado aqui havia grande quantidade de fábricas, hoje muitas delas estão abandonadas e se tornaram o coração pulsante do talento nova-iorquino.

Troutman Street, acho, particularmente, uma obra-prima de cores e visões. Os murais são enormes e cobrem fachadas inteiras de edifícios. Você pode ir e voltar pelas obras pelo menos umas dez vezes, no entanto, nunca será suficiente e você sempre irá querer mais. E a cada passo verá algo novo, um detalhe ou um enorme portão que um momento antes você não tinha observado.

Maravilhas urbanas.

Existem muitas mensagens fortes, de cunho político e social. A arte não é só estética, mas os artistas querem fazer com que as pessoas escutem suas vozes e mudem as coisas erradas.

E o que dizer da diversidade? Você vai se deparar com personagens de todos os tipos. Os artistas de rua e os cidadãos comuns do mundo em busca de um momento de relaxamento, incluindo uma cerveja gelada (totalmente artesanal!) e alguns aperitivos, quaisquer que sejam.

Deixe em casa qualquer vestígio de timidez e se entregue: você terá as conversas mais absurdas e interessantes de sua vida!

Entre os lugares para escolher está o The Rookery, à direita na Troutman Street. O balcão é ótimo, a seleção de cerveja é interminável e o hambúrguer, o melhor que já caiu em minhas mãos! Tudo a preços relativamente baixos e com um belo jardim do lado de fora.

Como alternativa, existe um lugar mais famoso e, certamente, mais caro, o Sea Wolf, local de Wyckoff e Troutman. Você come divinamente (carne e peixe), o lugar é muito bom, tem um espaço amplo tanto interno quando externo e as bebidas são deliciosas. O único ponto sensível: a conta. A equipe está sempre muito ocupada e por isso muitas vezes não é amigável.

Quando você voltar para Manhattan (sei que estamos falando de Manhattan!), parece que está voltando para o planeta Terra.

Porque, como diz a obra de arte na área, Bushwick é uma espécie de "outro planeta".  E, na minha cabeça, será assim por um bom tempo.