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Autenticamente Nova York

O US OPEN, e a chance de conhecer o Queens. Vamos com o Luca! September 05 2016

Luca Marfé
Instagram: @lucamarfe - Twitter: @marfeluca
www.lucamarfe.com


O US Open é um dos eventos mais incríveis realizados na cidade de Nova York. Como vocês sabem os americanos são incomparáveis em termos de organização
Se você é ou não fã ou não fã de tênis, não faz diferença: Venha conhecer comigo os jogadores e as celebridades de todos os cantos do planeta que vão estar aqui.

A estrutura é colossal e o torneio tem quatro fases principais e inúmeros campos secundários. Acima de tudo, temos que destacar a quadra principal (central) que leva o nome do lendário Arthur Ashe, com 23.000 assentos e um incrível teto retrátil, uma bela homenagem ao ex jogador de tênis afro-americano que em 1968, ganhou o primeiro US OPEN.
Para chegar ao US OPEN é só usar a linha 7 do metrô usando o seu MetroCard e após descer (parada Mets-Willets Point) vá para o leste. Dê uma olhada também na extremidade oposta, la vai estar o estádio dos Mets!
A poucos minutos a pé, se você não tiver feito a compra on-line, vai ver uma fila para compra de ingressos.
Que se torna bem grande durante a parte final do torneio.
O preço das entradas varia muito: ele começa a a partir de 75 dólares para o ground, com o qual você pode passear livremente em torno da área esportiva e ter acesso as quadras menores, caso você queira ver algum jogo mais importante, prepare-se para pagar alguns “mil” dólares.
Meu conselho, a menos que você seja um grande fã, é de aproveitar a possibilidade de participar desse evento, é pagando a entrada de 75 dólares, não que seja barato, mas é um valor justo para se desfrutar de um momento de relaxamento total em ambientes elegantes, grandiosos e divertidos ao mesmo tempo.






Meu passatempo favorito aqui, são os encontros inesperados em que o espírito competitivo e as apostas causam um ambiente com muita tensão (esportiva, é claro),  sendo o plano de fundo para grandes jogos.
Manhãs e tardes inesquecíveis, passadas em um ambiente descontraído entre autógrafos e sorrisos. Com as lendas do esporte, logo ali, a um passo.
Levem as crianças, especialmente para elas, tudo é uma grande festa.

Para comer, você tem várias opções, quase todas bem americanas. Um festival de hambúrgueres e cachorro-quente, servidos com uma avalanche de batatas fritas e todos os tipos de bebidas (escolha um copo grande e guarde como lembrança!).
O meu favorito, no entanto, é o Fish Shack, onde podemos desfrutar de uma salada gigante de lagosta e camarão por 21 dólares, sendo a melhor opção, especialmente se você não quiser sair da sua dieta. A salada é deliciosa!
O Neapolitan Express também é uma boa pedida, onde você pode desfrutar de uma boa pizza, "quase" autêntica.





E finalmente, podemos tomar uma boa xícara de café Lavazza, que são parceiros e patrocinadores do torneio. Os quiosques italianos de café estão espalhados por toda parte.
E não se esqueça de passar pela loja da Ralph Lauren (tem modelos incríveis de camisa polo!). É a marca oficial do torneio, os vendedores são extremamente simpáticos. Os americanos são altamente qualificados em "fazer dinheiro", mas eles também sabem como fazer você se sentir em casa.



Você já visitou o clube mais antigo de jazz do Harlem? June 14 2016

Por: Mariagrazia De Luca

deluca.marymary@gmail.com

Foi no distante ano de 1969, quando Samuel Hargress, Jr., fundou o Paris Blues Jazz Club, nessa mesma rua, no número 2021 na Adam Clayton Powell, Jr. Blvd, entre a 121 e a 7th Avenue. Samuel Hargress, ou Sam, como todos os seus amigos e visitantes o chamavam, é uma verdadeira instituição aqui no bairro. Ele estava aqui na época dos protestos dos negros americanos no final dos anos 70, quando mataram Martin Luther King, e também presenciou os momentos mais difíceis da vizinhança quando era perigoso andar pelas ruas do Harlem, que fizeram com que os judeus e italianos, que vivam aqui na época, começassem a se mover mais para perto de downtown. Os custos dos imóveis nessa área eram muito baixos, por isso Sam comprou este restaurante e começou a promover o jazz, trazendo os grandes artistas que passaram a povoar o bairro da cidade. E é incrível, até hoje, nada mudou no Paris Blues. Sam está sempre lá, entretendo os visitantes e encontrando novos e velhos amigos. Um lugar que os leitores do Minha Viagem e os amantes do jazz de Nova York e definitivamente devem visitar.

Sam faz parte da história do Harlem e da cidade de Nova York. Ele tem 78 anos e desde os 48 participa da gestão do “the Harlem’s oldest and only live jazz dive since 1969”.

Pedi desculpas pelo meu ligeiro atraso, e Sam imediatamente começou a me contar sobre o seu bar. Logo emerge um profundo amor e orgulho deste lugar que já recebeu muitos músicos e fãs apaixonados pelo jazz.

"Nós temos música ao vivo todas as noites, as sessões duram praticamente a noite toda, até mais ou menos quatro horas da manhã." Ele me contou isso com muito orgulho. "Hoje temos uma banda de 21 horas até 01 hora, depois outra até às 04 horas."

Pergunto ao Sam quem são os músicos que tocam no Paris Blues e como as coisas mudaram nesses quarenta anos que bar funciona. "Alguns músicos dos velhos tempos ainda estão aqui, outros já se aposentaram, mas ocasionalmente vem nos visitar. Alguns rodam por ai, e de repente, voltam ao Harlem e claro, vem para o Paris Blues”.

"Qual o musico mais importante de Jazz que já tocou aqui Sam?", Pergunto com a confiança que rapidamente se confirmou na conversa.

"O personagem mais importante de jazz que já esteve aqui é meu vizinho! Waycliffe Gordon, (https://wycliffegordon.com) mora aqui nesta rua. Às vezes, ele vem aqui para Paris Blues e senta-se no bar, e depois junta-se uma das bandas que e começa a tocar seu trombone. Ele toca frequentemente no Lincoln Center, mas esta sempre aqui com a gente, somos amigos a quase uma vida inteira. "

"Sam, como era o Harlem há 50 anos?", Eu não sou capaz de imaginar todas as mudanças que esse bairro sofreu durante as manifestações pelos direitos iguais dos afro-americanos, e no que ele se tornou hoje. Sam e seu clube foram testemunhas disso e de muito mais.

"O bairro não era um lugar fácil de viver. O assassinato de Martin Luther King, as pessoas saindo às ruas para se expressar ... Eu vivo em Nova York há 55 anos. Eu nasci no Alabama, me alistei no exército e fiquei nele por um tempo. Meu irmão estava aqui, então eu pensei em vir morar com ele. Meu irmão me encontrou um emprego, neste mesmo local, mas aqui era totalmente diferente. Ele era administrado por judeus e não tinha música ao vivo. O Harlem, em seguida, começou a mudar rapidamente, e nem sempre para melhor. As pessoas vinham morar aqui porque era perigoso, então elas poderiam comprar casas mais baratas, e foi isso que eu fiz. Com o prefeito Giuliani as coisas começaram a melhorar. Ele conseguiu diminuir muito a criminalidade na cidade".

Sam parece ver o lado positivo da "elitização" do bairro. O Harlem, em sua opinião, ainda é um lugar real, e, de fato, muito dinheiro se move aqui e isso é bom para os seus negócios.

"Harlem é muito melhor hoje, com certeza ele nunca foi tão bom!” Para mim, essa “elitização” também significa que turistas de todo o mundo vêm aqui. 60% dos clientes atualmente são turistas. Em suma, essa “elitização” não me incomoda, porque isso significa mais dinheiro para mim.

Sam explica que, apesar disso, o local é exatamente como era há 50 anos.

"Eu sou do sul, certo? Ok, aqui conservamos os mesmos hábitos, como em Louisiana. Temos um free buffet e todos comem juntos ".

Quando pergunto quais são seus planos para o futuro, um sorriso aparece, e ele me informa que daqui a 3 ou 4 anos o seu filho irá herdar o clube. "Meu filho vai lidar com isso pelos próximos 40 anos! Mas eu me preocupo, e vou tentar me manter por perto até quando eu aguentar”.

"Sam", eu pergunto antes de me despedir, "Posso convidar os leitores do Minha Viagem à Nova York para vir aqui no Harlem e ouvir boa música em seu Jazz Club?”.

“Sure! Toda segunda-feira e terça-feira há também um atendente italiano que trabalha com a gente.” “E quando perguntado o qual o melhor dia para visitar o Paris Blues, Sam me respondeu sem hesitação”.

"Tonight!"

Eu tenho a impressão de que todas as noites são perfeitas para visitar Paris Blues.


Dez dicas de como visitar a ponte do Brooklyn May 24 2016 1 Comment

1) Normalmente as pessoas não caminham entre Manhattan a o Brooklyn, e assim deixam para trás um visual incrível, e perdem o efeito wow. Acredite, você irá se surpreender ao fazer a travessia Brooklyn  Manhattan, e ver o pôr do sol diante de você. As luzes dos arranha-céus iluminando a cidade, que se emerge como um quadro. Então, eu os aconselho a pegar o metro A ou C e parar na High Street ($ 2,75 de tarifa única), a partir daí começou o passeio. Olhe para o mapa, a rota marca cerca de 25 minutos, mas caminhando lentamente você irá gastar uns 40. Esse passeio deve ser feito com calma.

2) Como nós já dissemos, o pôr do sol é o melhor momento para a visita. Se você estiver aqui no verão, ele deve acontecer entre 8 e 9 horas. Jáem dezembro entre4 e 5 horas. Mas eu recomendo que você verifique primeiro qual será o momento exato do pôr do sol (escreva "sunset new york"  no Google, e ele vai te informar). Pode ter certeza que você vai ver um dos mais incríveis espetáculos de Nova York.

 

3) Você deverá caminhar por mais ou menos dois quilômetros, por isso, não use saltos, procure utilizar sapatos confortáveis, e lembre-se: na ponte não existem banheiros públicos.

4) Duas fotos são obrigatórias: uma com os skylines com a downtown ao fundo, e a outra com os arcos da ponte, depois de ter cruzado metade dela.

5) Cuidado para não invadir a ciclovia, caso contrário, você corre sérios riscos de ser atropelado por uma bicicleta..

6) Tente escolher um dia que não esteja ventando muito. Caso contrário, o passeio será longo! O vento é multiplicado por mil na ponte.

7) Lembre-se que atravessando a ponte você pode ver a Estátua da Liberdade ao fundo, Wall Street, a ponte de Manhattan, e a pequena ponte de Williamsburg e Verrazano, poderá ver um pouco além do Brooklyn também, Governors Island, Ellis Island, LibertyIsland, e a Freedom Tower.

8) Chegue um pouco antes do por do sol, e use pelo menos uma hora para visitar a área de Dumbo, o coração boêmio do fantástico Brooklyn. Façaum passeio até o Brooklyn Park. Neste caso, você pode usar a linha F e parar em York Street (em vez de ir para a High St, tal como sugerimos na etapa 1).

9) Não faça o passeio se você sentir que não irá conseguir atravessar a ponte andando, porque se você parar no meio do caminho, não há nenhuma maneira de tomar um ônibus para completar a travessia. Você tem que fazer tudo! Então, se você não se sentir preparado no dia, faça apenas um pedaço do caminho, não tente atravessar tudo!

10) Mas não se preocupe muito, ao longo do caminho há bancos para você descansar, relaxar e curtir esse fantástico visual!